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cartas psíquicas os filhos do amor retornam
para o amor
O que há para se contar dessa tragédia chamada tsunami, além do grande
mistério que a vida oculta de todos nós junto com as vidas tantas que as ondas enlaçaram com seus tentáculos líquidos arrastando
quase magicamente para o fundo das águas . O mundo tem se perguntado tanto por que tudo aconteceu?
Se a Ciência
dos céus ensina-nos a sermos pacientes e em nossas solitárias vigílias de preces e orações aprendizamos que nenhuma pergunta
há de ficar sem resposta, por que tudo isso? O porquê de tudo é enigma que os racionalistas não conseguem orbitar em suas
mentes. Temos juízos de criança ainda na Terra, mas é preciso ser franco, pois que é preciso crer-se sábio; esclarecer-se
que somos povos em trânsito, edificando etapas de construção do nosso próprio eu.
Na Natureza todo o quê, o porquê,
o como e o onde das coisas tem razões que a mente humana, ainda dividida pelo maniqueísmo aviltante estabelece contar
como certo, apenas o real que se ver e descrer da sua outra forma que é a energia que integra homens, animais e coisas nos
ciclos da vida. É preciso dizer que tudo aquilo que é, já foi. Que até o que deixou de ser, existe. Que o que há de vir, também
já o é e será ao tempo de sua própria colheita.
Num plano de consciência, se permutássemos mais tempos a esses estudos
certamente seríamos menos insolentes para com as respostas da Vida. Os que se retiram do leito da Terra, alcançados pelos
braços do oceano são filhos de almas outrora intranqüilas; que vegetaram o mal e colhem nesse campo monumental da escola da
Vida, o seu quinhão estabelecido como direito a pagar ou receber, tomando-se por base a lei de causa e efeito.
Estiveram
essas energias em outras décadas. Simplificaram suas existências pelas formas abomináveis do ódio, da miséria, da dor e da
violência, acercando-se desses próprios elementos para as suas vestimentas cármicas ao tempo em que figurariam como respostas
à prática exercitada no ontem. Para que se evite que carrascos do hoje se convertam em vítimas do amanhã, anelem as sementes
do hoje à sementeira que resulte em bondades muitas para que a dor do mundo - lembrada aqui um mês subseqüente - não se repita
nas tragédias que, ainda assim, conseguem abrandar as almas mais indomáveis.
É que o coração do Verbo tende a aprimorar
o mundo com as mesmas sementes que esse mundo fragilizado tende a oferecer: as sementes do ódio, da vingança, do pecado, da
ruína, da discórdia, da ambição, do medo, da insegurança - as mesmas que em outros dias passados fomentaram a colheita da
atual compensação da Lei. - Mas por que o Verbo se compraz em disseminar a dor entre crianças e adultos, arrancando dos
seios de mães ainda jovens, filhos diletos ao coração de todas elas> Por que a balança da Justiça, que se diz divina, cria
rigores na cobrança de débitos quando poderia vincular a virtude do Perdão, tão estimulada pelos grandes avatares? Podemos
afirmar com todas as garantias que Nada do que acontece é em vão. Tudo tem sentido, historicidade - objetivos a serem alcançados
pela própria Razão, para que o Pomar prometido para os jardins da Terra se complete com a limpeza áurica de todos aqueles
mecanismos viciados que interpõem a Verdade a ser absoluta.
Compreenderias melhor se fossemos dados a mostrar as causas
mais diretas de tudo, com nomes, fichas, identidades, erros, pecados, crimes - tudo o que se cometeu um dia? Mas creia-nos,
isso só fortaleceria a curiosidade doentia de meia dúzia de aliciadores de pessoas, tentando construir para si uma vitrine
de vaidades e um altar de orgulho.
Aconteceu com as ondas o que aconteceu com as tragédias mil que já foram divisadas
pela história do próprio homem ao longo desses dias que abasteceram os calendários. Mas que se diga, de uma vez por todas,
que ali se efetivou a cobrança do que deviam aqueles que no passado nunca fizeram questão de acreditar que o Bem atrai o Bem.
Foram eles que multiplicaram o ódio; disseminaram a dúvida; arrastaram vidas ao medo; construíram diques de loucura; termas
de desgraça - levando vidas a banhos inexistentes, sufocando almas inteligentes em espaços que a própria História humana ainda
guarda por necessidade de que os crimes do ontem não sejam sequer repetidos nos dias de hoje.
Almas que fizeram transitar
para o invisível outras almas, pela força de gases nefandos, hoje se aprimoram em pagar no ceitil da justiça, o que elas próprias
combinaram antes de outra vez aqui, traçarem um rumo de vida, uma rota de passagem pela Terra, para serem cremadas - como
fizeram aos outros - nos enterros coletivos da Ásia.
Água e fogo, como em Aschwitz outrora! Água e fogo como em Buchenwald
e Belzec! Água e fogo, como Dachau, Chelmno, Bergen-Belsen, Birkenau, Flossenburg, Maidanek, Neuengamme, Nordhausen, Plaszow
... Os mortos de Treblinka e Ravensbrück... Os vivos que se foram Terezin, Sobibor, Sered, Stuthoff, Sobibor e Sachenshausen...
Os que propiciaram o martírio no passado, retornam ao cenário da Terra e recebem eles próprios o seu galardão luminescente
para, restaurados espiritualmente, assumirem as novas etapas de crescimento na geofísica do Universo, em função da proposta
divina de que todos os filhos nascidos do Amor terão que, obrigatoriamente, alcançar o Amor... ainda que, para isso, sejam
obrigados a se vincularem ao ônus da Dor.
meus textos diário de um mestre ascensionado
chamado yoshua

Eu nasci na Terra há mais ou menos dois milênios. Tive o privilégio de ter pais, o que hoje
em dia não chega a ser tão comum no Planeta. Na atualidade, algumas crianças dispõem apenas de mães, embora tivessem tido
pai na função gestora de seus corpos. Muitos pais não estão nem aí para a responsabilidade com os filhos. Comigo aconteceu
diferente.
Antes mesmo de chegar eu já era motivo de preocupação para eles. É que o pré-natal de minha mãe foi feito
por uma pessoa que era um anjo de criatura. E ele já a certificou, com bastante exatidão, sexo e antecedentes, além de garantir
que eu nasceria sadio como se deve a todo menino cujos pais se preocupam em recebe-lo depois de unidos pelo sagrado matrimônio.
Criança, cresci motivada pela virtude da inocência e cercada dos carinhos de minha família - um outro privilégio que
tive, quando é tão raro encontrar-se uma família bem estruturada nos dias vigentes.
Aprendi as letras e os números
habituais a toda criança que vai à escola. Nas horas de folga, dava-me à brincadeiras junto ao local de trabalho de meu pai.
Em ocasiões assim, em que ia à sua oficina, gostava de trabalhar com artesanato. Adorava transformar madeiras em pequenas
bigas ou modelar pássaros e figuras que os adultos usavam nas prisões como elementos de tortura.
Jovem, meus pais
decidiram que eu deveria freqüentar colégios de maior envergadura e me encaminharam a um internato, onde estive por quase
duas décadas em verdadeiro regime de clausura. No mosteiro me eram ensinadas práticas para a vida do corpo e segredos para
as virtudes da alma. Comecei a ter gosto por esse tipo de aprendizado.
Na escola de iniciados tive acesso às chaves
do conhecimento mais antigo, em que a cultura de povos sábios como os gregos, os egípcios e os do braço oriental, discerniam
sobre o passado, o presente e o futuro da humanidade. Bebi em fontes secretas dessa sabedoria milenar e todo o arcabouço de
informações me foi colocado à serviço do bem comum.
Não pensem ter sido apenas teórica a fonte de meus conhecimentos,
de maneira alguma. Concluído o tempo de clausura, andanças muitas fiz pelo mundo, aproveitando a oralidade das culturas e
desenvolvendo a minha psique.
Estive em locais de luxo, hóspede de palácios e mansões majestosas, mas sempre me repatriando
nas comunidades pobres - pois aprendi que, nelas, reside a soberana força do poder. Ao disporem de tudo, os ricos acabam por
arriscar a perder o todo da lógica do Eu. E quem perde o Eu não sabe nem avaliar a que tipo de pobreza se insere.
Por
volta da terceira década de existência, decidi assumir a missão de dividir com outros, todo o aprendizado constituído ao longo
dos anos. Era minha intenção primeira, faze-lo instrumento a partir de meu reduto de crença - a que estiveram ligados os meus
pais por princípios religiosos. Mas a alma do mundo clamava por ouvir uma voz distanciada dos títulos caprichosos e dos rótulos
escravizantes.
Eu sempre me apercebi que Logos não tem dono e, por ser livre, pertence a todos os que não se pertencem.
Que a causa da vida - o Amor - não tem preço e nem apreço por quem o sela apenas por motivações vãs. O ambiente da Terra é
escola propícia à salutar regeneração das almas movidas pela soberba e pela cobiça, mas a exemplo de todo doente que se nega
a se fortalecer com o medicamento amargo, há os que se distanciam dessa verdade.
Reuni em torno de mim alguns virtuosos
amigos e me fiz seu conselheiro, sem que eles imaginassem que estavam operando ali comigo a bondosa função de serem eles praticamente
modelos exemplares para que minha consciência amadurecida se estabelecesse plena. A todos eu devotei minha melhor parcela
de amor A nenhum neguei o pão do espírito tão necessário à fome da alma, tampouco deixei de retribuir o salário justo da orientação
correta, que era a forma de prodigalizar o meu trabalho.
Um dia, porém, um deles achou de me expor na roda-viva dos
que obtém poder à custa unicamente do lucro. E multiplicou por cada ano de minha existência terrena, o valor minha presença
física. Vendeu-me como escravo, sem nem imaginar que com seu gesto, daí a pouco, estaria me libertando-me da prisão do corpo.
Nos instantes finais de minha vida terrena, fui vítima de todo tipo de violência - a mesma pérfida violência que,
nos dias atuais, atrai tanto amargor e desídia sobre a Terra. Há os que dizem estar a humanidade resgatando o peso de suas
desatenções do passado, o que representa uma certa parcela de verdade. Mas o pior é saber que, endividada de pretéritos delituosos,
essa gente por quem dei a minha própria existência, vive numa eterna busca do ouro esquecendo-se de que guarda no território
de sua alma, as verdadeiras chaves do saber e da fortuna chamada felicidade. Colocadas a serviço do bem, elas dimensionariam
o nível de qualidade de vida da casa onde vivi há mais ou menos dois milênios.
texto de Nonato Albuquerque
Ilustração: Rosto de Yoshua/Caravaggio (1573-1610)
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Poesia, sempre poesia
escritos meus o patrão e o empregado
ilustração jorge arbach Mão estendida para o contato, com o tato; armada mão,
conversação sem conversão de um lado o labor que labuta por seu trato do outro lado o lado poder do patrão
mão
estendida de quem não vê desacato no ato simples de quem faz negociação; mas do outro lado sempre há um "staccatto"
que impede o lado bom de crescer com a nação
vejo isso no dia-a-dia dos nossos bancários dos operários, dos
humildes sem patrões que lutam pela vida sua e a de familiares
pra melhorar se for possível seus salários e
acreditar que não haverá mais senões: já que a mão do outro esconde outros ares....
Psychic letters
psychic letters Leave that the wind blows
my name
They put me in the chest a medal: A rifle candy. A window in the heart...
For her my life fled when me more it needed to return home; to review my parents and my friends; the girlfriend
that I left in Illinois; the course that frequented to marry and the hope that the life would be long as any route.
Paul Valéry, the poet, said once "the war is a massacre among people that is not known for people's advantage
that is known but it is not massacred." The bug was covered with reason!...
And me here, disembarked to the force,
waiting the hour of they open the gates of the city where I came to give now.
The companions that embarked with
me in that adventure and that, suddenly, they ran into the other face of the coin has just discovered - as all
of us - that are a family! That madness, brother, are of a same family. Family that is ignored: be Christian,
mulçumana, Buddhist, maoetama, and whose risk of framing in an of those positions it is to divide.
There in Iraq,
the men are beaten without knowing the reason well of an entire tragedy that the humanity attends, without evaluating
well that in fact is happening: why are dying? Why are other young ones coming for here? Why to spill tears of our
dear beings if we can hug them in a peace return and of peacefulness?
I never went of writing a lot, but I feel for
satisfied of being, right now, using me of the energy that is disposed to reproduce in characters, my thought that
it is vivid energy. I need gives bill that I am alive; not to me, but to mine. The one that were awaiting the flight
of the return; the expected disembarkation, the presence no forgotten, the affectionate hug, my father's word saying:
man, I created went you for the life; The ones that took care you in ordering for the war are not of our lineage.
Please, inform there far away that I am well, now, although distant. I am in a place where all the one that came
defend the freedom" they are finding out on "the reason of the departure." Of course, confident in God, everything
has an explanation: Mine, evidently is simple, current:
I paid with that trip, which of other lives I collected:
the life. Don't cry for me. I am praying... So that everything and all are well. Sister, put that disk of Dylan for
playing And leave that the wind blows my name between the papers and the pictures"
Nonato Albuquerque
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